
O custo da má liderança: Como decisões ineficazes impactam a produtividade e a retenção de talentos
Vamos ser sinceros: todo mundo já teve (ou conhece alguém que teve) um chefe que transformava um dia de trabalho em um verdadeiro teste de paciência. Mas o problema é que a má liderança não é só um incômodo; ela custa caro. E muito! Para os gestores de T&D e RH, essa é uma dor constante: como preparar líderes para que não se tornem o motivo pelo qual os talentos saem correndo para a concorrência?
O efeito dominó da má liderança
Uma pesquisa da Gallup mostra que 75% das pessoas que pedem demissão fazem isso por causa do chefe, não do trabalho em si. Ou seja, não é a função, o salário ou o café frio da copa – é a liderança. O que acontece quando os líderes estão despreparados?
- Engajamento em queda livre: Times desmotivados produzem menos e com menor qualidade. O estudo "State of the Global Workplace" da Gallup mostra que empresas com alto engajamento são 21% mais lucrativas.
- Comunicação truncada: Quando um líder não deixa claro o que espera da equipe, cada um interpreta do seu jeito. E sabemos que a mente humana é criativa...
- Conflitos mal geridos: Brigas internas, fofocas e aquele climão que dá vontade de trabalhar de home office para sempre.
O impacto das decisões ineficazes na produtividade
A liderança eficaz exige a capacidade de tomar decisões rápidas e assertivas, especialmente em momentos de crise ou incerteza. Um líder despreparado, no entanto, pode:
- Postergar escolhas importantes, causando gargalos operacionais e perda de oportunidades estratégicas.
- Tomar decisões impulsivas, sem análise adequada, resultando em retrabalho e desperdício de recursos.
- Fugir de conflitos, deixando problemas se acumularem e impactando a moral da equipe.
- Delegar mal, sobrecarregando alguns colaboradores e deixando outros sem direção clara.
De acordo com a McKinsey, líderes que tomam decisões eficazes geram um aumento de até 20% na produtividade organizacional. Ou seja, a hesitação ou a precipitação podem custar caro!
Liderança ruim também impacta a retenção
Se o seu RH sente que está numa eterna roda-gigante de contratações, onboardings e desligamentos, talvez seja hora de olhar para a liderança. Dados do Work Institute indicam que 77% das demissões poderiam ser evitadas com melhores práticas de gestão.
E os principais motivos que fazem as pessoas saírem são:
- Falta de reconhecimento: Todo mundo quer uma fala de "bom trabalho!" de vez em quando. Líderes que ignoram isso acabam perdendo talentos.
- Sem perspectiva de crescimento: Quando não há um plano de desenvolvimento claro, os melhores profissionais procuram esse futuro em outro lugar.
- Burnout e sobrecarga: Uma liderança ineficaz pode gerar um ambiente tóxico, aumentando o absenteísmo e os custos com saúde.
O que os gestores de T&D e RH podem fazer para virar esse jogo
A boa notícia é que líderes não nascem prontos – eles se desenvolvem! Algumas estratégias essenciais para preparar lideranças mais eficazes incluem:
- Programas de desenvolvimento sob medida: Treinamentos personalizados garantem que os líderes tenham as ferramentas certas para os desafios reais da empresa.
- Capacitação em habilidades críticas: Gestão de pessoas, feedback estruturado, resolução de conflitos e comunicação assertiva devem ser prioridades.
- Treinamento em tomada de decisão: Ensinar métodos estruturados de resolução de problemas, como a matriz de decisão e a análise de cenários, ajuda líderes a fazerem escolhas mais acertadas.
- Feedback contínuo e cultura de aprendizado: Criar um ambiente onde os líderes possam aprender com seus erros e evoluir.
- Mentoria e coaching: Conectar novos líderes com gestores experientes acelera o aprendizado prático.
Verdade seja dita!
Se você quer reduzir custos com turnover, aumentar o engajamento e melhorar os resultados da sua empresa, comece pela liderança. Um líder preparado pode transformar a cultura organizacional e fazer com que os melhores talentos queiram ficar.
Se sua empresa ainda não tem um programa robusto de desenvolvimento de liderança, que tal dar esse primeiro passo? Afinal, é melhor investir em bons líderes do que gastar fortunas com os impactos de uma má liderança.