Educação Corporativa estratégica: o que os CEOs precisam exigir agora
A transformação do trabalho já está acontecendo — e não será resolvida apenas com mais treinamentos no calendário
Segundo o Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, 39% das competências utilizadas atualmente deverão mudar ou se tornar obsoletas até 2030. Além disso, 63% dos empregadores apontam a falta de competências como a principal barreira para transformar seus negócios.
Nesse cenário, a Educação Corporativa deixa de ser apenas uma responsabilidade do RH e passa a ser uma pauta estratégica para CEOs e lideranças.
- Começar pelo desafio do negócio
Uma área estratégica de T&D não começa perguntando qual treinamento deve ser realizado. Ela investiga qual resultado precisa ser alcançado e quais comportamentos estão impedindo ou acelerando esse resultado.
O ponto de partida deve ser a estratégia da empresa: crescimento, produtividade, inovação, experiência do cliente, transformação cultural ou adoção de novas tecnologias.
Somente depois desse diagnóstico é possível definir se a melhor resposta será um workshop, uma jornada de desenvolvimento, uma experiência prática ou até mesmo uma mudança de processo.
- Tratar competências como parte da estratégia
O Fórum Econômico Mundial estima que, a cada 100 trabalhadores, 59 precisarão de alguma iniciativa de capacitação ou requalificação até 2030. Por isso, 85% dos empregadores pesquisados pretendem priorizar o desenvolvimento de competências em suas forças de trabalho.
Para os CEOs, isso significa conhecer as competências críticas para o futuro da organização e acompanhar se elas estão sendo efetivamente desenvolvidas.
Não basta medir presença, conclusão ou satisfação. É preciso observar aplicação, mudança de comportamento e impacto nos indicadores relevantes para o negócio.
- Conectar desenvolvimento, carreira e inteligência artificial
A adoção da IA também depende da capacidade de aprender.
O Workplace Learning Report 2025, do LinkedIn, identificou que organizações com iniciativas maduras de desenvolvimento de carreira são 42% mais propensas a estar entre as empresas mais avançadas na adoção da inteligência artificial generativa.
O dado reforça que tecnologia e desenvolvimento humano não são estratégias concorrentes. Empresas mais preparadas para utilizar a IA também são aquelas que criam oportunidades para que as pessoas aprendam, pratiquem novas competências e avancem profissionalmente.
O T&D precisa ocupar outro lugar
Para transformar a Educação Corporativa em uma parceira estratégica, a alta liderança precisa incluí-la nas conversas sobre futuro, prioridades e performance — e não apenas acioná-la quando surge um pedido de treinamento.
Esse é o tema do novo episódio do podcast Além do Saber. Constanza Hummel, CEO da Building 8, conversa com Úrsula Duarte, líder de Customer Engagement Training na Pfizer para Brasil e América Latina, sobre protagonismo, preparação, uso de dados, planejamento estratégico e os desafios da aprendizagem corporativa em tempos de IA.
Assista ao episódio completo e descubra como levar o T&D do papel de suporte para o centro das decisões da organização
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