44% das competências serão transformadas até 2027: estamos preparados para isso?
O Fórum Econômico Mundial prevê que quase metade das competências exigidas no trabalho mudará até 2027. Descubra como o T&D pode se preparar para o futuro das habilidades e quais competências estão em transformação.
O que foi previsto
O mercado de trabalho está mudando em um ritmo que poucas organizações conseguem acompanhar. Segundo o Future of Jobs Report 2023, do Fórum Econômico Mundial, 44% das competências atuais serão transformadas até 2027.
Isso significa que, em menos de dois anos, quase metade do que sabemos hoje sobre como trabalhar deixará de ser suficiente.
Mas a pergunta que deve guiar líderes e profissionais de T&D é: estamos prontos para essa transformação?
O futuro chegou antes
O Fórum Econômico Mundial já alertava, em 2023, que o avanço da tecnologia, a automação e a inteligência artificial mudariam profundamente as habilidades necessárias para prosperar nas empresas. E agora, em 2025, já vemos essa previsão se concretizando:
- Competências digitais e analíticas cresceram em demanda mesmo em áreas não técnicas;
- Habilidades humanas, como resolução de problemas complexos, criatividade e empatia, se tornaram diferenciais competitivos;
- Aprendizagem contínua deixou de ser uma vantagem e virou questão de sobrevivência profissional.
O que realmente está mudando nas competências
De acordo com o relatório do WEF, as empresas estão reavaliando o valor das habilidades humanas diante da tecnologia. As cinco competências mais valorizadas até 2027 são:
- Pensamento analítico e criativo
- Resiliência, flexibilidade e agilidade
- Curiosidade e aprendizado contínuo
- Motivação e autoconsciência
- Empatia e liderança social
Essas competências refletem uma nova lógica: não basta saber fazer — é preciso saber aprender, desaprender e reaprender.
Aprender e trabalhar devem ser a mesma coisa
No podcast da REVVO, a CEO da Building 8, Constanza Hummel, resumiu com perfeição o desafio que o T&D moderno precisa abraçar:
“O objetivo de um bom programa de aprendizagem corporativa é gerar no colaborador a dúvida: estou trabalhando ou estudando? Quando o aprendizado está fluindo junto com o trabalho, é porque o desenvolvimento virou parte da cultura — e não um evento isolado.”
Essa provocação traduz o conceito de Learning in the Flow of Work, defendido globalmente por especialistas em educação corporativa e performance.
A ideia é simples e poderosa: a aprendizagem deve acontecer no mesmo ritmo, espaço e contexto em que o trabalho acontece.
Não se trata mais de “parar para aprender”, mas de aprender enquanto faz, conectando o desenvolvimento às entregas e aos resultados reais do negócio.
Assista ao episódio completo do podcast da REVVO com Constanza Hummel e entenda como o T&D pode gerar mais significado e impacto na rotina das pessoas:
E o papel do T&D nesse cenário?
Se quase metade das habilidades vai mudar, o T&D precisa evoluir na mesma velocidade.
Programas tradicionais, baseados apenas em treinamentos pontuais, já não dão conta de formar profissionais preparados para o futuro.
O desafio agora é criar ecossistemas de aprendizagem contínua, que conectem desenvolvimento com performance real.
É aqui que entra o planejamento estratégico de T&D: identificar as lacunas de competência que mais impactam o negócio e criar trilhas de aprendizagem personalizadas, com métricas de resultado claras e mensuráveis.
Planejar para transformar
No contexto atual, planejar T&D não é apenas prever treinamentos — é antecipar o futuro do trabalho.
Algumas práticas que já estão sendo adotadas por empresas de ponta incluem:
- Mapeamento de competências críticas para o negócio;
- Simulações e jogos corporativos que desenvolvem soft skills em contextos reais;
- Uso de dados e inteligência artificial para medir evolução e impacto das ações;
- Integração entre aprendizado e performance, conectando o desenvolvimento às metas de negócio.
Essas estratégias permitem que o aprendizado ocorra no fluxo do trabalho (Learning in the Flow of Work), gerando resultado imediato e sustentável.
Vivemos a revolução
Estamos vivendo a maior revolução das competências desde a era industrial.
Empresas que esperarem para agir correm o risco de formar profissionais para um mercado que já não existe.
Mas, aquelas que investirem hoje em planejamento de T&D estratégico e aprendizagem contínua estarão prontas para transformar a previsão do Fórum Econômico Mundial em vantagem competitiva.
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